Vivendo toda a experiência
de um cruzeiro pelo Caribe

Por Marcos Barros | País:Venezuela, Colômbia, Aruba, Curacao, Panamá
Procurando cruzeiros? clique aqui |

Marc Anthony, o cantor americano especializado em baladas e salsa que faz bastante sucesso em diversos países da América Latina, dá o tom dos sete dias a bordo do navio Monarch da Pulmantur. Seu hit onipresente, “Vivir mi Vida”, embala todas as festas a bordo. Em determinada parte da música ele diz; “Eu vou rir, vou dançar. Sinta, dance, aproveite, pois a vida é só uma”. Não poderia ter mantra mais apropriado para um cruzeiro de navio. E o processo de imersão se torna ainda mais intenso quando, ao nos depararmos com os preços abusivos de uma conexão wi-fi, somos obrigados a abandonar provisoriamente nossos laços em terra. E sinceramente? Bendito preço abusivo.

 

O navio da Pulmantur entrega a seus passageiros horas paradisíacas no “filé caribenho” Aruba e Curacao, mas compensa negativamente com paradas financeiramente (para eles) estratégicas na Venezuela e no Panamá. No final a balança acaba com um saldo positivo com a parada na charmosa Cartagena das Índias na Colômbia, mas não se iluda, viajar de navio é como pegar um cinema no final de semana. Você assiste um monte de traillers antes (que são as cidades que você visita) que te dão a ideia em poucos minutos de como os filmes são e quais te agrada mais para assistir no futuro, mas no fundo mesmo você está ali para ver o filme principal. E, nesse caso, o navio inevitavelmente é o filme principal. Como estrela da companhia o Monarch não decepciona, ainda que ande numa eterna dualidade. Ele impressiona e ostenta em seu tamanho colossal representado em doze andares, mas que ao serem desbravados descortinam simplicidade e objetividade o que acaba sendo um ponto a favor. Nada de inúmeras piscinas e salões rebuscados ao extremo. O Monarch entrega grandiosidade sem cansar a vista.


Sua proposta é ser um cruzeiro familiar. E isso implica em ter opções para todo e qualquer perfil. Tá viajando com filhos? Tem área específica para recreação infantil e diversão para adolescentes. Tá numa proposta mais casal? Tem inúmeros decks, por do sol e situações que valorizam o clima a dois. Tá em uma linha mais grupo de amigos? Tem baladas para amanhecer o dia, seja em áreas fechadas quanto a beira da piscina e open bar. Sim, o Monarch oferece a possibilidade de se desfrutar das duas palavrinhas mágicas que soam como música para os ouvidos de muita gente, Open Bar. Claro que a um custo extra, mas que sendo o seu perfil pode compensar e muito.

E, no balanço quase inexistente das ondas, há comidas. Sim, no plural turbinado mesmo. A oferta e ostentação alimentar é imensa e intensa. Basicamente tem refeição ou lanche o dia inteiro. Tem café da manhã que vai até às 11hs para atender a galera da balada, tem almoço Buffet em estilo self service que brasileiro adora, e tem salões “A La carte” para noites um pouco mais requintadas. E sim, a hora de comer é um evento social em um navio e toda a dinâmica do Monarch é montada para estimular a integração social. Com isso, você sempre janta na mesma mesa com o mesmo grupo. Montado com base em critérios como afinidade básica (sabe-se lá como eles mapeiam isso) e nacionalidade. O café da manhã e o almoço são diferentes, em outra proposta, mais livres. Mais o jantar tem ares sim de evento social.

A grandiosidade do navio favorece inúmeras análises sociais, culturais e comportamentais. Estarão lá inevitavelmente com você em algum momento as crianças mal educadas, o senhor rabugento, a galera que bebe e depois dá vexame na piscina, a galera que bebe e depois dá vexame na balada, o povo que parece estar o tempo todo em um clipe do Pitbull e por aí vai. Não deixa de ser divertida essa convivência constante com nacionalidades e perfis diferentes.

E se durante o dia o clima é mais de piscina, chinelão e camiseta regata, o por do sol traz ares mais nobres e todo mundo se arruma melhor para curtir o mesmo roteiro todas as noites com Jantar (impreterivelmente ás 19hs para o primeiro turno e as 21hs para o segundo turno e com pouca flexibilidade para atrasos), cassino, o espetáculo ao estilo Broadway e a balada de fim de noite. Tudo intercalado com passeios externo regado à brisa do caribe ou ao ar condicionado climatizado da área interna, você escolhe. E, claro, com alguma bebida na mão.

O Monarch tem um duty free meio fraco que serve mais para marcar território do que para compras empolgantes. Tem também uma área de SPA com um leque enorme de tratamentos, tem um, pouco frequentado, muro de escalada e um salão de beleza também para mudar o visual para as noites de balada. Por fim, o navio ainda tem a opção de uma quadra de basquete ou futebol e uma academia bem bacana com vista para o mar. Dessas opções só a academia e a quadra de esportes são gratuitas.

E os quartos? Bom, são diversos. Uma infinidade de tipos de acomodação e preços. Tem a cabine simples interna, a cabine simples externa (daquelas com uma micro janela de vidro fechada), as com janelas maiores, porém ainda fechadas e as suítes com varanda. Na prática funciona mais ou menos assim, quanto mais cara e melhor a cabine mais no alto do navio ela ficará. Definir a melhor opção vai depender da proposta de cada um em um cruzeiro. Independente da cabine, toda a noite você receberá o programa com as atividades do dia seguinte para se programar.

A tripulação merece um capítulo a parte. São 797 tripulantes no navio vindos de mais de 20 nacionalidades. Brasileiros são 68 pessoas. É uma administração em larga escala que conta com funcionários para inúmeras tarefas. É impressionante como eles conseguem organizar tudo. Nada fica a mostra e tudo funciona na hora combinada com todos sempre muito solícitos.

Em linhas gerais, a cada dia você para em um porto novo. Dos sete dias, apenas dois são inteiramente dentro do navio em navegação. No geral você chega cedo a uma cidade e sai à tardinha ou à noite. O navio tem um setor que vende pacotes de passeios para cada cidade. Muitos com preços 20% a 40% mais caros que você pagaria em terra ou pela internet. Alguns valem pela comodidade e por, em linhas gerais, dar certa tranquilidade já que se você atrasar na sua volta ao navio, mas estiver em um dos passeios vendidos por ele, o navio espera. Se você comprou por fora e, por algum motivo, atrasou, já era. Perde o navio mesmo. Por outro lado, a logística de sair do navio para entrar em um desses passeios é lenta, você perde fácil quase uma hora do seu período em terra e demanda paciência. A volta ao navio muitas vezes segue o mesmo princípio.

No final das contas, mesmo com o lado ruim de se ficar pouco tempo nas cidades, é interessante poder conhecer, mesmo que superficialmente, diversos países e cidades em apenas sete dias e perceber a riqueza cultural e diversidade de cada um deles. Não deixa de ser uma experiência muito bacana que o navio proporciona. E o por do sol...... Ah, o por do sol. Caso você encare um cruzeiro, separe boa parte do seu cartão de memória da máquina para tirar fotos dos belíssimos fins de tarde que terá.

DÚVIDAS E DICAS

- Navio balança? Sim, balança. Pouco para alguns, muito para outros. Vai depender da sua sensibilidade e do humor do mar. Se pegar um dia mais carregado e com muitos ventos o navio balançará sim.

- Como se paga as coisas em um navio? Na entrada você recebe um cartão de acesso. Nele você deposita um valor de caução com o cartão de crédito. Se não usar ele é estornado. Se usar pouco, a diferença também. Dentro do navio tudo que é comprado é debitado nesse cartão. No final eles te mostram a fatura.

- Como é feito a imigração em cada cidade que se para? Sabe o cartão que falei acima? É com ele que você entra e sai de cada porto. Não precisa levar passaporte ou identidade. Mas por precaução é sempre bom andar com algum documento. O passaporte ou identidade só é necessário na primeira entrada ao navio. Na cidade em que você entrará e na saída em definitivo.

- E os shows? São bons mesmo? Alguns sim outros nem tanto. Com o crescente número de brasileiros a bordo eles já adaptaram muitos dos shows e incluíram músicas brasileiras, mas a apresentação toda é feita em um espanhol muitas vezes de difícil compreensão.

- Em caso de acidente, tem bote para todo mundo? Aparentemente sim. Dos mais modernos, tipo o do filme “Capitão Philips”, até os convencionais. Na primeira noite no navio você passa por orientações de emergência e aprende a usar o colete e a se portar em situações de emergência.

- A comida é boa? Sim. Em linhas gerais sim. Em alguns momentos é apenas razoável. Mas não falta oferta. Tem inúmeras opções mesmo.  O lado ruim fica apenas por conta dos refrigerantes que são de máquina e tem um gosto ligeiramente ruim.

Todo mundo janta junto? Não. Ao comprar o pacote você poderá escolher opções de turno para jantar. O primeiro fica sempre entre 19hs e 19h30 e o segundo ás 21hs e 21h30. Quem jantar no primeiro tem sessão do espetáculo depois. Quem janta no segundo vê, caso queira, o espetáculo primeiro. O segundo turno do jantar é mais concorrido.

- E a noite do comandante? Meio frustrante. Ok, todo mundo se arruma, tem clima de noite especial, Você tira foto com o comandante, tem coquetel, mas no fundo acaba sendo apenas um show (até interessante, mas longe de ser baile) de apresentação de cada setor de um navio com o discurso afiado e ensaiado para valorizar o quanto é difícil fazer rodar a cidade que existe em um cruzeiro.

- Confira mais sobre cada uma das cidades que o Monarch passa nas matérias que estamos desenvolvendo. Clique aqui e veja mais sobre Aruba.

Marcos Barros é publicitário, carioca mas reside em Brasília. Adora viajar sempre que o tempo permite...e quando não permite também.

Pág 1 de 1 1 2 »

Analisador de destinos?

Como é bom a "pré-viagem", não? Aquela preparação, a expectativa, os detalhes. Vivendo a viagem, a partir de agora, será seu companheiro do início até o fim de sua viagem. Quer saber como tira visto para a Turquia? Aqui você descobre como. O que fazer para minimizar o risco de extraviar suas malas? Aqui tem. . E muitas outras coisas bacanas. Agora em um só lugar.

Um guia de viagens?

Está próximo da sua viagem. Você já fez aquela pesquisa na internet sobre o local que você vai visitar e pegou uma infinidade de informações e dicas? Aqui será o local daquela dica diferenciada, do detalhe que faz a diferença, das curiosidades culturais interessantes que para muitos passam desapercebidas e, porque não, das tradicionais roubadas que sempre entramos em viagem.

Seu companheiro

Vivendo a viagem é sobre turismo, hotéis, resorts, pousadas, pacotes turísticos, destinos, passagens, câmbio, restaurantes, passeios e tudo mais que envolve uma viagem seja nacional ou internacional. É sobre as roubadas que sempre existem, sobre aquela vontade deliciosa de explorar o desconhecido. É sobre viajar mas, acima de tudo, é sobre viver ou sobreviver em outras cidades.